The Bull and the Bear


The bull and the bear are marking their territory.

Monday, March 07, 2005

Friday, April 30, 2004

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Wednesday, March 24, 2004

O FIM

Parabens ao The Bear pelo seu meteorico sucesso! Nunca desistas de perseguir os teus sonhos, nunca tenhas medo de fazer diferente, nunca tenhas receio de te atrever... Trilha o teu caminho pelos teus próprios pés e usando a tua cabeça, pois só assim podes atingir o que pretendes!

Em momentos de duvida, desespero ou solidão ao trilhares o teu caminho, o The Bull tem para ti apenas 2 conselhos: Lê o livro "O Alquimista" de Paulo Coelho, e nunca te esqueças das sábias palavras de uma comum amiga:

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias,
mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espirito
que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra
cinzenta que não conhece vitória nem derrota..."

Boa Sorte

Thursday, March 18, 2004

O FIM



Como a maioria de voces sabem, desde 26 de Dezembro de 2003 que me envolvi na realização de um projecto pessoal visando a escrita. A criação de um blog. Um blog de intervenção económica e politica dos acontecimentos que nos rodeiam, tendo como objectivo inicial e como o TheBull num dos primeiros posts afirmou " Vamos abanar este nosso mundinho".
Nascia assim o BullandBear

Durante este tempo, se houve algo que conquistei para mim mesmo, foi uma cada vez maior capacidade de sintese e explanação de ideias, um maior conhecimento dos assuntos sobre os quais me debati e algo que não esperava, um reconhecimento e respeito pela opinião que emito.

Mas nada é estanque na vida, nem os projectos que nos envolvemos, sobretudo quando surgem outros que nos podem aliciar ainda mais.

Na passada semana fui convidado pessoalmente para iniciar a escrita num novo local.

Assim, a partir de hoje dia 18 de Março, passarei a escrever na Grande Loja do Queijo Limiano , fechando a intervenção ou melhor o ciclo BullandBear, que passará a ser um blog pessoal.

Um ciclo que se fecha outro que se abre.

A todos voces obrigado por terem sido as "cobaias" dos meus primeiros textos, pelo apoio que me deram, pelo facto de estarem presentes.

Os Bombardiers da Amadora (II)



As respostas a situação da Bombardier revelam novos dados. O Irreflexões lança alguns dados novos, e coloca a questáo numa fasquia elevada.

Assim, sendo permita-me devolver as perguntas com perguntas, que não sendo a melhor forma , não se trata de fugir as questões :

a) Foram os contratos ganhos pela Siemens melhores ou piores para o Estado ?
Se sim, a economia de mercado funciona. Se não houve, é sinal que houve favorecimento, e deve em sede própria ser tratado. Não é fechando a empresa que a Bombardier ganhará algo.

b) A Fábrica é viável com qualquer construtor que tenha encomendas. Se a Bombardier que "pensou" pelo facto de adquirir a Sorefame teria exclusividade nos contratos então estava perfeitamente enganada. A Economia de Mercado funciona porque mais uma vez alocou o concurso a melhor proposta.

c) Se para manter a fábrica aberta, é necessário ganhar o Metro-Mondego, então e se como diz, ai a Bombardier ganharia de certeza, é sinal que o próprio projecto Metro-Mondego não é rentável para as construtoras, uma vez que a Siemens dele se desinteressou.

Se bem percebi, o que pretende é que o Estado favoreça uma empresa privada por forma a esta manter a sua posição em Portugal ? Espero estar enganado. Ai sim a economia de mercado não funcionaria, pois o Estado ao favorecer introduziria externalidades ao processo, desviando o equilibrio do mesmo.

Ou seja , a pergunta que se impõe, que culpa tem o Estado de uma empresa não ser suficientemente competitiva ?

Os Bombardiers da Amadora



A multinacional canadiana - Bombardier - anunciou ontem que iria encerrar sete fábricas na Europa, incluindo a fábrica na Amadora, que já existe desde a "extinta" Sorefame. Para quem não conhece trata-se do fornecedor de material circulante da quase totalidade utilizada pela CP, Metro de Lisboa e Metro do Porto, sendo que apenas o Pendular foi encomendado a Siemens.

Trata-se de um empresa com o mais avançado equipamento tecnológico existente em Portugal, empregando directamente 400 trabalhadores e indirectamente em empresas sub-contratadas e dependentes da Bombardier quase 1000. O seu fecho contribuirá para a dminuição da produção industrial em Portugal como para aumento da taxa de desemprego e consequente deterioração do nível de vida.

Estes são os factos. Agora vem as interpretações.

A Bombardier é uma empresa privada, logo afastada da lógica de dependência pública que alguma esquerda ainda tocando a mesma cassete quer fazer passar. A Bombardier alega que há cerca de tres anos avisou o Governo em funções - EngºAntónio Guterres - da eventualidade das encomendas em carteira poderem levar a quebra de rentabilidade da empresa e consequente fecho. Isto porque a empresa sendo privada depende em quase 100 % das encomendas que as empresas públicas - CP e Metro - decidirem alocar a Bombardier.

Ou seja aquilo que a Esquerda quer fazer passar é que mesmo , que o custo seja maior, mesmo que a qualidade seja menor, pelo facto de esta empresa garantir emprego a 1000 portugueses, todas as encomendas devem ser alocadas a Bombardier. Para uma esquerda que não pode com Adam Smith, isto é um plágio a teoria keynesiana dos anos 30. Ou seja se para garantir o emprego foi preciso destruir e reconstruir carruagens, então avancemos. Se é este o pleno emprego que a Esquerda diz alcançar quando está no Governo, percebe-se o porque de ao mesmo pleno emprego termos baixos indices de produtividade.

Logicamente, que toda esta análise é imiscuida a questão social, que ai sim o Governo em funções deverá acautelar, protegendo de certa maneira os trabalhadores. È essa uma das suas funções, ou melhor deverá ser essa uma das suas funções, não sob a forma de subsídios mas sim sob a forma de emprego, de formação profissional valorizante, de novas carreiras, e tudo isto tem inicio na formação ou melhor na deformação académica que está ao dispor dos portugueses. Uma via verde para as faculdades e um caminho de cabras para a formação profissional.

A Bombardier fecha assim porque deixou de ser rentável. Numa economia de mercado as coisas funcionam assim. Numa economia de planeamento central não. Numa economia de mercado criam-se vantagens competitivas, algo que a Bombardier Portugal não o soube fazer.

Wednesday, March 17, 2004

A Arvore e a Floresta



Os últimos dias levaram-nos a centrar quase todas as opiniões na questão do terrorismo, das ilações que cada um teve quando a viragem política em Espanha, e das respectivas consequências a montante e a jusante. Com isso prestamos menos atenção a assuntos que outrora nos faziam perder horas, como foi o caso do défice e da política orçamental.

A Direcção Geral do Orçamento divulga aqui a sintese da execução orçamental dos dois primeiros meses em Portugal.

O Irreflexões, que foi um dos primeiros blogs a referir o assunto,praticamente faz a análise que se impunha nesta situação.
Perante uma situação irrevogável em que a estimativa de défice do subsector Estado, ascendia a 540,5 M€, reflectindo uma redução significativa relativamente ao período homólogo do ano anterior. E onde a mesma foi causada por aumento da receita efectiva de 10,4% e de uma diminuição de 1,4% da despesa efectiva. Logicamente que há que tirar algumas ilações positivas quanto ao facto.

Mesmo com o pagamento da terceira prestação do PEC, mesmo com as alterações ao IVA Social que diminuem a base de tributação, mesmo excluindo os reembolsos do IVA que terão que sair, temos que humildemente concluir que a máquina fiscal conseguiu cobrar mais 10,4 % de impostos.

Relativamente a despesa, a contenção das remunerações permanentes, reflecte a política de emprego da Administração Pública prosseguida, designadamente a redução dos efectivos (decorrente da passagem natural à reforma e de um controlo rígido das novas admissões) e a ausência de restruturações de carreiras. Mesmo assim as mesmas remunerações apenas desceram 0,1 %. Não concordo com a visão que a redução da despesa se tenha feito a custa da diminuição do poder de compra, até porque a inflação se situa nos 2,1 %, mas o facto de as verbas do PIDDAC estarem atrasadas, reflecte nao o facto de o país não estar a investir, mas justificada por atrasos das verbas recebidas da União Europeia.

Mas isto deixa no ar a questão, se para descer o défice é preciso descer as despesas e subir receitas, o governo seja ele qual for ira sempre debater-se com este dilema : Se desce as despesas de capital é porque deixou de investir dando um sinal aos privados que nao é seguro investir. Se desce as despesas correntes é porque reduz o poder de compra da função pública. Se sobe as receitas correntes é porque esta a ser socialmente injusto e a penalizar os trabalhadores por conta de outrém, se sobe as receitas de capital é porque anda a ver créditos a terceiros. Bom afinal haverá alguma terceira via que eu desconheça para mexer no défice. Ou a palavra deverá ser eficiència nos custos aliada a uma optimização das receitas.

De resto, de facto este resultado é uma arvore e não uma floresta. Mas concordará comigo que se no final do ano tivermos 12 arvores, teremos uma floresta. E actualmente o cenário ainda está longe de se parecer uma floresta, mas já não chove.

Como ve não me deixei embalar.

O FILME DA MINHA VIDA



Ao que se consta, o partido socialista, tem preparado para o fim de semana uma sucessão de filmes sobre as promessas não cumpridas do Governo de Durão Barroso. Ao melhor estilo de Hollywood, a FIL, estará por conta dos amantes cinéfilos socialistas que passarão o dia a ver traillers, com banda sonora de Vangelis , legendagem a cargo da empresa Rabbit Translations e efeitos especiais com o toque singular da divã Ana Gomes. Um domingo perfeito que desde os tempos do passeio dos alegres não se via cá no burgo.

Mas, é há sempre um mas nestas histórias, nem sempre o realizador apanha o melhor angulo, obrigando a última hora a rodagem de cenas suplementares ou a sempre ida a arquivo.

Uma vez que , o défice se ficou pelos 2,80%, e que em 2004 nos dois primeiros meses desceu 52 % face ao periodo homologo, devido a subida da receita e a descida da despesa, o argumento deverá mudar.

Estão assim previstas imagens de Pina Moura dentro de um iglo com a bandeira da Galp, numa analogia clara ao congelamento dos combustíveis.

PRETENCIOSO..QUEM EU ?



O Miguel Intermitente aconselha Mário Soares a interpretar o resultado das eleições gregas, como consequência do pedido de Soares ao Primeiro Ministro em interpretar o resultado das eleições em Espanha.

Caro Miguel, se eu fosse pretencioso diria ao Mário Soares, " "Estas eleições foram uma das minhas grandes alegrias dos últimos anos. Fiquei radiante!" , como não sou deixei que fosse ele a dizer.
O CUSTO DA GUERRA

Segundo, uma sondagem do Público, a maioria dos iraquianos vive melhor do que antes com o regime democrático e liberal de Saddam Hussein.

Depois de saber que todo o petroleo iraquiano está em mãos arabés e iraquianas, depois de saber que os iraquianos tem melhor qualidade de vida. Pergunto. Não será esta a melhor vitória sobre o terrorismo ?

Tuesday, March 16, 2004

PROVIDENCIALISMO



Providencial. adj. 2 gén., da Providência; muito oportuno; a propósito; feliz.

O Descrédito fala das eleições de Espanha e da vitória da esquerda do PSOE nas urnas, como a derrota da direita providencial, pior uma lição para todos aqueles que não sabem o que uma democracia.

O 11 de Setembro foi antes da guerra do Iraque. Não foi a guerra do Iraque que desencadeou o terrorismo, como alguns discursos por vezes nos levam a pensar. Certo ?
Assim sendo o que levou ao 11 de Setembro ? A direita providencial pelos vistos.

Que a gestão da crise não tenha sido perfeita é um facto. Aliás já com a crise prestige, Aznar tinha ficado muito abalado, mas pergunto quantos de voces que lem este artigo quando ouviram as primeiras notícias na quarta-feira, pensaram em algo diferente da ETA ? Poucos...aposto.

Numa democracia, os partidos da oposição não se reunem com organizações separatistas as escondidas do Governo, talvez perpetuando pactos de regime. Numa democracia, o providencialismo nunca deve ser substituído pelo oportunismo.

Se ao votar no PSOE os espanhóis foram democraticos, os que votaram no PP foram o que ? Providenciais ou a favor do terrorismo, que tanto a esquerda agora se apressa a acolher como salvaguarda do futuro.

Mas como "uestedes" pensam que o terrorismo é um problema de civilizações, aliás que a direita providencial não o conseguiu compreender, mas se a vossa mente iluminada acha que sem a guerra no iraque, sem a guerra no afeganistão, com a paz na palestina, a AL-Qaeda baixaria os braços, então lamento mas estão a passar ao lado do problema, ou melhor estão a criar um novo problema.

Poderia em resposta ao vosso post, ter feito apenas uma frase " Este post deu-vos direito a quantas virgens no céu ? ", mas por princípio numa democracia que defendo existir, expus as minhas ideias, não concordando com as vossas, mas respeitando-as e no limite rebate-las. Eu sei que quem nasce burro nunca se endireita, mas mesmo assim nas sociedades geridas por valores democráticos, os burros pastam a vontade, votam a vontade em regimes pluri-partidarios, nas sociedades onde imperam as exaltações terroristas, não há pasto, e os burros não votam julgando alcançar o céu quando se auto-implodem em autocarros.

Nota de BullandBear : O upgrade para cavalo apenas esta disponível na versão direita providencial e que não consegue visionar o terrorismo. A esquerda como apoiou as chacinas etnicas na Jugoslávia de Milosevic, que desculpa sistematicamente a ETA como o terrorismo contra o terrorismo do Estado, que justifica o Hamas com Israel, logo não é providencial, mas sim burra...ou melhor oportunista.



A Nova Espanha

Muitos eleitores espanhóis poderão ter sucumbido à ilusão de que, sem o envolvimento da Espanha na guerra do Iraque, teriam sido poupados aos atentados de Madrid. Muitos eleitores europeus podem ser tentados a fazer o mesmo raciocínio. Foi esse um dos efeitos imediatos e pretendidos das bombas em Madrid.

A primeira responsabilidades dos políticos espanhóis e, em primeiro lugar, daqueles que acabam de ser eleitos para governar, é de explicar que as bombas - porque foram da Al-Qaeda e não da ETA - exigem uma resposta política nova. E que a cedência ao terrorismo é a única resposta que não é possível.
Nenhum país democrático pode permitir que a Al-Qaeda determine a sua política externa. A Espanha, que conhece melhor do que ninguém a cobardia e a imoralidade do terror e que foi exemplar na defesa do seu Estado de Direito contra a ETA, nunca o poderia consentir.

Por isso, José Luis Rodriguez Zapatero devia ter escolhido outra forma de anunciar as mudanças, legítimas, que tenciona introduzir à política externa espanhola. Nunca, o anúncio da retirada das tropas espanholas do Iraque.

Zapatero discorda de uma guerra que considera um desastre para o Iraque e para o mundo. Zapatero vitupera uma guerra que foi feita "a partir de mentiras". Outros governos europeus defenderam uma posição semelhante quando a questão da guerra se pôs, no início do ano passado.

Mas Zapatero já não está em campanha eleitoral. Tem agora uma responsabilidade perante o seu país, perante a Europa e perante o mundo. Tem a responsabilidade de liderar um país traumatizado pelo pior atentado jamais perpetrado na Europa. Atacar os seus aliados e ignorar a chantagem do terror é a pior forma possível de assumir as suas novas responsabilidades na Espanha e na Europa.

Sejam quais forem as críticas à política americana contra o terrorismo, seja qual for o grau de rejeição da guerra no Iraque, da sua inutilidade e das suas consequências, as bombas de Madrid vieram provar - a quem ainda pudesse duvidar - que o terror não distingue entre "bons" e "maus" ocidentais. E que a Europa também é um alvo.

O terrorismo islâmico, como qualquer fundamentalismo, odeia o Ocidente porque odeia a democracia, a liberdade individual, a tolerância, as nossas sociedade livres e abertas. Como todos os totalitarismos, como todos os nacionalismos extremos.

O 11 de Setembro foi antes da guerra do Iraque. Não foi a guerra do Iraque que desencadeou o terrorismo, como alguns discursos por vezes nos levam a pensar. E ninguém pode dizer, em consciência, o que seria o mundo depois do 11 de Setembro, se Washington tivesse escolhido outra estratégia.
Não tenhamos ilusões. Só do mesmo lado, a Europa e a América (e todas as democracias do mundo) poderão vencer este combate. Como venceram a guerra fria e derrotaram o nazismo.

O maior risco que a Europa, confrontada com o brutal atentado de Madrid, volta a enfrentar é, de novo, o da sua própria divisão. A maior tentação que corre é a de um novo "isolacionismo" - dentro de si própria e em relação à América.

Ontem, Zapatero, com as suas declarações, não contribuiu para a unidade da Europa. Fez a única opção moralmente inaceitável, por maior que seja a sua oposição à guerra do Iraque: aceitar os termos em que a Al-Qaeda colocou as bombas de Madrid.

A Espanha revelou, uma vez mais, a força e a vitalidade da sua cultura democrática. Nas manifestações que levaram às ruas 11 milhões de pessoas para reivindicar a paz e rejeitar o medo. No voto em massa, como a mais radical resposta democrática ao terror. Na forma como reagiu a um governo que quis enganá-la sobre a única coisa em que não era admissível ser enganada.

Estas demonstrações da vitalidade democrática da Espanha não são de agora. Foram testada e demonstradas mil vezes perante o terror da ETA. Poucas democracias do mundo resistiriam tão exemplarmente à arma do terrorismo sem cair na tentação de pôr em causa o império da lei. A Espanha é capaz de ver mais longe do que uma retirada precipitada do Iraque. Merece um novo líder capaz de ver mais longe do que uma vitória eleitoral.
Oportunismos

De facto o terrorismo está na moda em Portugal. Infelizmente.

Os jornais vendem como nunca com capas sensacionalistas iludindo os leitores sedentos de saber novidades. As televisões alcancam recordes de audiência nunca antes vistos, com simulações de telefonemas anóminos ou reportagens em estádios. O povo português está assustado e com receio de ser o próximo da lista da AL-Qaeda.

Sabe-se hoje que os terroristas de Madrid fugiram por Portugal, e o país já reagiu. Dois guardas republicanos sem bigode em cada posto fronteiriço a fazer operações stop a cada carro que passa, a promessa que os aviões que sobrevoarem o espaço aereo sem autorização serão abatidos pelos nossos caças e pelas anti-aereas instaladas no Monte da Virgem a Norte e no Cristo Rei a Sul.

Mas o 11-M , significá muito mais que isso, significa o inicio da capitulação da direita em prol da esquerda, pelo menos assim o afirma a esquerda portuguesa. Paulo Pedroso fala aqui entre outras coisas que "O PP perdeu porque participou da guerra ilegítima e ilegal no Iraque, sem mandato da ONU e também aí fez parte da manipulação de fabrico anglo-americano de que ia ao Iraque combater o terrorismo da Al-Qaeda e as armas de destruição massiva de Saddam". A teoria da vitimização ao seu melhor nível. O que Paulo Pedroso desconhecia e que a esquerda espanhola essa que ele elogia , esteve reunida com a ETA na Catalunha. Pactos de regime certamente.

Para Mário Soares a vitória da esquerda deixou-o radiante aqui "Estas eleições foram uma das minhas grandes alegrias dos últimos anos. Fiquei radiante ! ".

Ana Gomes no Causa Nossa fala como é seu timbre em lições de democracia. Se os espanhóis combateram o terrorismo indo as urnas massivamente votar no PSOE -desconfiando eu que se tivessem votado na continuidade do PP teriam apoiado o terrorismo -Ana Gomes acaba por dar mais uma razão para a presença no Iraque. Lá antes do regime democrático de Saddam ser derrubado pelo Grande Satã Bush, havia algo denominado de partido único. Quanto as vassalagens, a minha memória não precisa de estímulos para me recordar de Suharto. Certo Ana Gomes ?

A esquerda portuguesa á custa do terrorismo a apelar aos votos nas Europeias, a esquerda portuguesa a fazer analogias entre Espanha e Portugal. Para Ana Gomes o facto de Portugal ser a seguir, pode ter várias interpretações, mas quero crer que seja na suposta capitulação.

Se isto não é aproveitamento político do terrorismo, se isto não é a mentira em função do voto, se isto não ter um discurso oportunista, se isto não é aproveitar os direitos cívicos dos indefesos portugueses legitimamente receosos em prol do poder.

A Esquerda está de volta senhores. Preparem-se.


A Vitória do Terrorismo

Uma vulgar avaria causou o pânico no metropolitano de Lisboa esta manhã. O medo do terrorismo veio ao de cima, e algumas dezenas de pessoas só descansaram quando pisaram "chão firme". Algumas delas afirmaram que tão cedo não andariam de metro.

Temo que esta situação se tornará incontrolável.

O terrorismo quando consegue impor o medo, e limitar as liberdades das pessoas, consegue a sua maior vitoria.

Nota : O metro avariou durante cerca de 30 minutos na linha Azul com carruagens paradas entre estações em plena hora de ponta.

Monday, March 15, 2004

O Day After

No day after das eleições mais mediáticas em Espanha, pelos piores motivos, é tempo de analisar aquilo que vai ser a política de Zapatero a frente do Governo. Antes disso uma ressalva importante, no post anterior, poderá ter ficado a ideia que Zapatero não foi legitimamente eleito. Puro engano. Zapatero ganhou onde ganham os países que se regem por democracias..nas urnas. As razões por que tal aconteceram essas diferem.

Ao contrário do que diz o Barnabé não me encontro triste por a direita ter perdido o poder em Espanha. Encontro-me triste pelos trágicos acontecimentos de 11-M. Nada mais que isso.

Infelizmente, tendemos sempre a dividir os assuntos conforme a nossa colocação a esquerda ou a direita, com as diferenças naturais de que uma liberdade de expressão nos permite exercer. Mas não temos com isso o direito de dizer tudo o que nos passa pela cabeça.

Quem apoiou as chacinas etnicas na Jugoslávia de Milosevic, quem desculpa sistematicamente a ETA como o terrorismo contra o terrorismo do Estado, quem justifica o Hamas com Israel, não pode só porque a conjuntura assim o permite, vir tecer comentários a favor dos indefesos espanhóis. Se assim for permitam-me uma questão :

Terá a esquerda espanhola aquando da implementação dos GAL agido bem ? Terá a esquerda ideologica dos barnabés deste país quando apoiou a permanência de Telexeia Maia, opondo-se a sua extradição agido correctamente ? Se isto não é aproveitamento político do terrorismo, se isto não é a mentira em função do voto, se isto não ter um discurso oportunista, se isto não é aproveitar os direitos cívicos então não sei o que .

Que a mentira é a melhor razão para não votar num político, estou plenamente de acordo, que a viragem política seja o princípio da limpeza como refere o Barnabé, é algo que estufectamente não posso aceitar, porque esta viragem aconteceu como todos sabem pelos acontecimentos de 11-M. Mais uma vez não é isto aproveitamento dos direitos cívicos ?

Que a gestão da crise não tenha sido perfeita é um facto. Aliás já com a crise prestige, Aznar tinha ficado muito abalado, mas pergunto quantos de voces que lem este artigo quando ouviram as primeiras notícias na quarta-feira, pensaram em algo diferente da ETA ? Poucos...aposto.

Quem diz o que quer, normalmente ouve o que não quer.

Eleições em Espanha ( II )



No acto eleitoral de hoje, toda a Espanha consternada foi a votos. Os apelos e manifestações para que os Espanhóis fossem votar surtiram efeito. Cerca de 77,22 % de participação eleitoral tornaram este acto eleitoral um dos maiores de sempre da democracia espanhola.

Contrariando todas as sondagens antes do 11-M , Zapatero até aqui remetido ao papel de líder da oposição,e destinado nestas eleições a assumir um papel secundário perante o líder do PP nem sempre unanime Mariano Rajoy, ganhou as eleições com 42,64 %. O PSOE volta 8 anos depois ao poder em Espanha.

Mas o 11-M tudo mudou. Mudaram as cores em Madrid, mudaram os rostos das pessoas, e mudaram a percepção destas face aos políticos no poder. Já o disse e reafirmo que Zapatero não ganhou por ter melhor ou pior programa eleitoral, mas porque beneficiou de um autêntico cartão vermelho mostrado pelos espanhóis ao PP. Não tivesse o 11-M acontecido, e hoje ninguém escreveria sobre isto, as televisões falariam das eleições na Rússia passadas para segundo plano dada a ausência de oposição a Putin, não tivesse o 11-M acontecido e aquelas 200 pessoas teriam certamente exercido o seu direito de voto.

Numa primeira análise, a estas eleições, Zapatero precisara de uma coligação para governar, sob pena de a Espanha passar 4 anos entre decisões e cedências de parte a parte. Posta de parte a mera hipotese de um bloco central em Espanha, Zapatero tem a Izquierda Unida, a Coligação Canária e a Esquerda Republicana da Catalunha garantem a partida 16 deputados que a somar aos 164 garantidos por Zapatero lhe dão a 177, suficientes para governar em maioria. Ao PP pouco mais lhe resta que se juntar ao partido de Jordi Puyol e esperar.

O 11-M ,conseguiu o seu principal objectivo. Desalojar do poder quem ousou combater o terrorismo, quem ousou tentar construir um mundo melhor. O principal vencedor das eleições de hoje em Espanha não foi a esquerda política, mas sim a Al-Qaeda. Ela conseguiu a custa de 200 inocentes, que o sentido político de um país mudasse. È ela que neste momento está a abrir as garrafas de champagne. Enquanto não percebermos que o terrorismo não parará mesmo que nos deixemos subjugar por ele, nos deixemos dominar pelo fanatismo e pelo fundamentalismo de quem tem uma visão considerada por quase todos inadequada para uma sociedade democrática, o terrorismo continuará a acontecer.

Os espanhóis perderam hoje uma oportunidade de mostrar que estão contra o terrorismo. Infelizmente a maioria deles mostrou um sentimento legítimo, mas cruel, mostrou medo. Tenhamos a certeza que Aznar e o PP foram julgados pelo 11-M e não pelos 8 anos de governação.

O medo quando associado ao terrorismo, gera um sentimento de domínio por este último.

Pode Zapatero amanhã ordenar a retirada das tropas espanholas em Bagdad, que isso nada lhe garantirá em termos de segurança interna. Não tenhamos dúvidas que se Bagdad não tivesse existido, o terrorismo infelizmente faria a sua aparição. Em Madrid ou em Paris, em Londres ou em Lisboa.

Sempre da mesma forma, cruel e cobarde.